sexta-feira, 29 de julho de 2011

[porque parece]Para nunca mais parar

... E a resposta, incompleta, traz mais dúvida que certeza, gera mais espera que recomeço, mas continua sem fim...
E a cabeça, pensando, gira mais que redemoinho, porque ainda há muitos testes, ainda há muitos nós, mas sobram esperanças.
Até não caber mais em mim!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Utopia

"A utopia está lá no horizonte.
me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."
Eduardo Galeano

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para não se entregar

Você pode achar estranho, mas eu posso assegurar que estou sendo absolutamente sincera: sinto sua falta. Tenho, aliás, sentido muito a sua falta, falta do que eu era naquele tempo. Falta do que eu sentia quando estava perto e da segurança que me dava o seu abraço. Sinto falta dos nossos planos, do que a gente seria hoje. E sinto até pelo que não fizemos juntos, porque eu tenho cada vez mais forte a certeza de que tudo estaria diferente. Mesmo eu não sabendo, fazia muito bem ter você ali sempre que eu precisasse; mesmo que eu não precisasse. Era bom.
E era bom saber que a gente se entendia, que a gente se gostava, se respeitava e se divertia quando estava junto. Era bom perceber afinidades, brigar por besteira, fazer as pazes, tomar sorvete juntos. Mesmo eu não sabendo, sinto que fazia toda a diferença você saber que o que me comprava era a sua companhia e não o que você me dava para que eu esquecesse o mais. E isso pareceu irrelevante quando você foi embora, quando eu o mandei embora. E eu o fiz porque, sinceramente, eu não achei que você fosse. Não achei que fosse superar tão fácil o buraco que essa ausência deixou. Eu achei que você também fosse senti-la. E, como sempre, achei que fosse lutar. Eu achei que não fosse tanto, que não ultrapassasse tão além o que você esperava. Eu não sabia. E era cômodo, né?! Eu sei que sim. Na verdade, não tive nem como saber se de fato sentiu esse peso, se doeu em você como em mim, se sentiu minha falta ou se ainda lembra de tudo isso, afinal os laços foram rompidos realmente. Está muito claro que nunca foi irrelevante para mim. Porque eu nunca quis fechar a porta na sua cara, nunca quis deixar esse vazio que não ter você comigo me trouxe. Você foi o único que conseguiu invadir tudo sem pedir licença. E porque nunca pediu licença, me perturbou quando avisou que a queria, que precisava dela. Porque nunca pediu, eu achei que nunca fosse ser necessária, nem para mim, nem para você, menos ainda para o nós. Eu achei mesmo que houvesse um nós, mas do meu jeito. E, hoje vejo, o meu erro foi não conseguir deixar esse jeito tão claro para você como era para mim. Meu erro foi abrir mão do que eu prezava tanto fingindo que não era importante.
Foi você quem disse que ia embora, mas fui eu quem disse que podia ir. Fui eu quem fechou a porta e não correu atrás quando me virou as costas. Fui eu que  menti, para mim e para o mundo, por medo, fazendo de conta que eu não estava abrindo mão de um pedaço de mim. Fui eu que vivi todos esses anos passando por cima como por uma lombada, querendo voltar no tempo e convivendo com a realidade que não me permitia mais. Fui eu quem se culpou todo esse tempo por não ter dito antes o quanto você era imprescindível, por não ter permitido que continuasse a ser; por ter fugido, e não entendido que temer perdê-lo foi justamente o que o provocou a isso. Que fui eu quem o entregou de bandeja e agora reclama do serviço.
Onde quer que esteja, porém, é importante que acredite em mim! Sinto sua falta.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu ainda sou de casa

Porque eu sou de casa, eu não preciso fingir que queria ter sido chamada a entrar, sentar no sofá ao seu lado, ou que me tivesse ofertado pelo menos um copo d'água.Queria que procurasse saber de mim, ainda que só com um "td bom" vazio, e que parecesse feliz em me ver. Que ainda se esforçasse para termos assunto, msm dps de tanto tempo.E só queria que isso fosse natural, ja que eu sou de casa.
Sabe, eu queria não ter que ligar para agendar uma conversa, não ser preterida, ou poder subir sem anúncio. Eu queria que o porteiro já me conhecesse.
E queria que ainda houvesse interesse no que eu tenho para contar, ou respeito ao que eu prefiro não falar, e que eu tivesse espaço para tudo isso.. Não sou de casa? E eu nem queria que deixasse a porta aberta ou arrumasse tudo para me receber.Mas eu realmente nao esperava que ela se fechasse na minha cara ou que a zona fosse proposital para me chocar. Eu não preciso fingir mas quero esconder. Vou ta em casa quando quiser voltar.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nota

Só porque mesmo que não tenha saído da barriga da minha mãe, eu tenho, sim, um irmão mais velho, que é sinônimo de risada, carinho, inteligência, garra, simpatia, dedicação, amizade, beleza,  fé, força e sucesso.
Feliz aniversário, Lerô!
O melhor, para você, vai ser sempre, e ainda, muito pouco...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

.Para a sempre amiga.



Desarme o coração, minha querida, pois hoje chego com a bandeira de paz em punho para lembrá-la os velhos tempos em que a distância física não importava e a nossa proximidade era, por si, o bastante. Venho em nome das promessas de amizade eterna, das cartas infindas repetindo o que já foi dito, das certezas de que hoje ainda estaríamos na agenda uma da outra e que não importaria o tudo o mais, aquele tudo só cresceria. Venho por um dia tê-la encontrado, num canto de sala, e, por uma caneta colorida, tê-la puxado para o meu lado. Por um dia ter querido que voce nunca mais saísse de perto. E por continuar querendo. Por ficar muuuuito feliz com o seu crescimento, e mais orgulhosa ainda por continuar companhando.. Por tudo o que você se permitiu, por tudo o que me permitiu, e por tudo o que a vida nos está permitindo viver e compartilhar. Venho por sentir lá de dentro a necessidade de deixar bem aqui fora, bem estampado, bem na minha testa e explicitamente, o quão importante você é para mim. Quanta falta me fez quando resolveu abandonar meu divã, e que você e essa tal a que você visita de quando em vez até podem se apartar, mas que eu não vou te dar alta nunca da minha vida.  Ma(r)linha assim anda [pra] sempre comigo...


segunda-feira, 23 de maio de 2011

a quem é de Direito.

Nesse momento assim meio limbo da minha vida, em que  a profissão está sobrestada e tudo meu a acompanha, o que eu mais tenho feito é olhar para mim. O que me trouxe até aqui, o que eu fiz para merecer o que tenho e o que eu tenho, o que cabe a mim mudar. Sabe, tenho sentido a necessidade de olhar para dentro, para tudo o que eu não estava vendo. Não que eu não já notasse, mas é que tem coisas que a gente guarda para a gente que precisa de espaço, precisa crescer. E faz até mal quando não o faz. Sufoca, aperta. Parece que vai explodir. E, por vezes, até explode. E nem sempre da melhor forma. Então, tenho tentando prestar beem atenção nisso tudo. Tenho tentado, e até conseguido, às vezes, trabalhar aqueles monstros que eu mesma crio, os medos infundados que todo mundo tem, as carências que ninguém sabe.

E olhando para dentro,  foi que eu vi o quanto de mim há fora. Amigos, lugares, objetos, textos. Partes de mim que superam os limites do meu corpo e que me irradiam sensações impossíveis de se definir. Partes de mim que andam com as próprias pernas, sentem coisas diferentes, conhecem outros lugares. Partes de mim que nem sempre estiveram por perto, mas que, poooxa, como eu sei que sempre foram partes necessárias de mim.

E percebendo que olhar para dentro às vezes me afasta dessas partes que também são minhas mas que estão fora, precisei aguçar o olhar no entorno, também. E tentar não esquecer que só fazendo tudo isso junto algo seria diferente. Que só somando esses dois olhares, que, bem no fundo, eram só um, as coisas comceçariam a dar certo. Como tem que ser. Agregando tudo. Reconhecendo-me inteira.

Ainda que eu continue na espera pelo meu momento objetivo, quando vai ser o meu corpo o fotografado e os meus dados os que vão ser estampados no cartãozinho rosado, o meu coraçãozinho transbordou de orgulho ao ver a MariGrazi recebendo a carteira da OAB, assim como a tal da cédula (que até um dia desses era pra mim a mesma coisa) que faz dela, de uma vez por todas, realmente advogada. A primeira de nós. E eu estava lá. Estava lá com um misto inexplicável de sensações que me traziam à tona tudo o que a gente fez juntas, igual e diferente. As risadas, os estudos, as aulas, os passeios. Todo o carinho da caminhada me veio à mente naquele justo instante, me confortando por não estar lá ainda com ela, e me maravilhando por ser a única a estar lá, com ela. Mais do que nunca, por ela. E eu não cabia em mim, de tão feliz, como se fosse eu quem estava lá na frente, repetindo aquelas palavras toscas que ninguém cumpre decora.
Parabéns, amiga! É só o começo da caminhada. e, a cada passo seu, a gente anda para a frente. Porque é pra frente que se anda. E eu te amo muito.