quarta-feira, 27 de abril de 2011

.Sensibilidade.

Porque eu não tenho mesmo do que reclamar.
Enquanto o céu fica cinzo, dentro e fora de mim, e eu tento arrumar a bagunça que me tem dominado, sempre tem alguém para me tirar do meu retiro e me mostrar que eu não estou sozinha. Até [e principalmente] quando eu penso [que estou] ou me sinto só. Sempre tem alguém para mostrar, por a+b, que a minha solitude é interna, e quase sempre independente do que está fora de mim. São as minhas reflexões que me fazem sensível, são as minhas divagações que me fazem completa. É só o meu egoísmo o que me faz solidária e amiga. Tudo o que vem volta. Premissa física bem prática na minha vida. E é também prática a minha vida.
Porque a minha sensibilidade é maior do que eu, reflete uma sensibilidade de dentro, que eu descubro no dia-a-dia, e quase sempre involuntariamente. E nada mais é do a sensibilidade da vida em relação ao que eu vivo.


Ganhei um quadro novo. (:

Casa de Santa Tereza - Rio de Janeiro/RJ (2010)

terça-feira, 26 de abril de 2011


DE CA(S)RA NOVA
Exatamente um ano depois desse blog ter sido criado, ele começa a ser utilizado, como alguém que compra uma unidade de apartamento e fica pagando, esperando e sonhando com ele pronto. Aliás, meu novo lugar é justamente o meu mais novo empreendimento, que vai ser construído, mobiliado, decorado e transformado aos poucos, por mim, de mim e para o mundo. Tô chegando a casa agora, olhando para as paredes, ainda vazias, curtindo a sala espaçosa, dormindo no chão, imaginando um estilo, bolando uns adereços, Eu não entendia bem o que fazia alguém que já tem um espaço armar o circo e fazer a mudança, manter mais de um blog ou mesmo ignorar que já teve um anterior e começar outro como se nada houvesse acontecido. Mas a vida nos prega surpresas e sempre há muito mais atrás do que tá escrito do que supõem as entrelinhas. Algumas mudanças pedem mudanças, e, estas, passam também pela possibilidade de recomeçar tudo do zero. Tudo começa com um propósito, um objetivo. Quando este acaba, ou se altera, perde o sentido de ser. Então, cá estou eu, de portas abertas para o novo. Refratando o que mudou e refletindo o que[me]  interessa.  Aceito visitas! :)